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Agostinho: a fé tem olhos próprios

Sílvia Maria Contaldo

Autor
Sílvia Maria Contaldo
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
42 / Special
Ano
2020
DOI
10.1590/0101-3173.2019.v42esp.07.p115
Páginas
115-134
Idioma
pt
2020Sílvia Maria Contaldo. Agostinho: a fé tem olhos próprios. Trans/Form/Ação, v. 42, n. Special, p. 115-134, 2020.3

Trata-se de um comentário ao texto de santo Agostinho intitulado De fide rerum quae non videntur, na verdade, um sermão motivado pelos equívocos ou mesmo os enganos daqueles que não professavam a fé cristã. Provavelmente o texto foi escrito entre 420-425, tempo propício para fortalecer a fé nas coisas invisíveis, tendo em vista o horizonte que anunciava o declínio do Império Romano. Na composição do texto, em consonância com o estilo próprio de um sermão, são oito breves partes. Sem perder a coesão em torno do tema principal, Agostinho pode concluir que a fé tem olhos próprios capazes de ver – e de nos permitir crer – nas coisas invisíveis. Recebido: 30/12/2019Aceito: 30/12/2019