- Autor
- Bruno Wagner D'Almeida de Souza Santana
- Revista
- Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
- Edição
- 4 / 2
- Ano
- 2013
- DOI
- 10.5902/2179378633959
- Páginas
- 92-102
- Idioma
- pt
Partindo do que Schopenhauer considera ser o pressuposto de toda ética, a significação interior do mundo, isto é, a diversidade que vige nas ações humanas entre a causalidade interior e a materialidade do mundo, o presente artigo recorre inicialmente à Crítica da filosofia kantiana, onde Schopenhauer afirma que Kant operou na filosofia a maior de todas as revoluções ao instaurar uma descontinuidade entre o ideal e o real, insurgindo-se assim contra o realismo filosófico, substituindo a crença na potência do intelecto pela noção de fantasia e incluindo o fator subjetivo dentre as causas da variação de humor. Mas para além do mundo mediado pela subjetividade há o mundo como vontade, onde se desenha a história trágico-cômica do mundo: a vontade não se move em direção a um objeto que justifique seu desgaste, que a recompense proporcionalmente ao esforço realizado e garanta-lhe a satisfação esperada.
