- Autor
- Elizabeth de Assis Dias
- Orientador(a)
- Roberto Romano da Silva
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2000
O Presente trabalho, pressupondo que existe um conceito de razão consolidado pelo movimento iluminista que fez com que o século XVIII se autodenominasse """"século da razão"""", """"século das luzes"""", """"século da filosofia"""" se propõe a investiga-lo . Para isso toma como referência a vertente francesa desse movimento considerada como a mais representativa do período e elege Voltaire como seu interlocutor por ser ele um dos mais acerbos defensores do uso esclarecido e livre da razão. Procura-se sustentar que a razão tal como foi concebida por Voltaire era um pensamento de base empírico-experimental cujas origens não se encontram sobremodo no cartesianismo, mas na física newtoniana e na filosofia de Locke. A racionalidade cartesiana funda-se no vínculo entre matemática e experiência. Preocupada em descrever e correlacionar os fenômenos ela recusa-se a especular sobre as essências. Constata-se que conceito de razão no pensamento de Voltaire é polissêmico, ou melhor que a racionalidade das luzes pode ser vista sob diferentes prismas: como método, faculdade virtual no indivíduo na espécie, poder originário, potencialidade a ser trabalhada, energia, """"justo meio"""", sinônimo de crítica e demolição, obra de pacificação.
