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ANTÍGONA: : ENTRE ZAMBRANO E RICOEUR

Antonia de Sousa Vieira Soares, Aluízio Oliveira de Souza

Autor
Antonia de Sousa Vieira Soares, Aluízio Oliveira de Souza
Revista
Problemata - Revista Internacional de Filosofia
Edição
17 / 1
Ano
2026
DOI
10.7443/problemata.v17i1.78906
Páginas
394-403
Idioma
pt
2026Antonia de Sousa Vieira Soares, Aluízio Oliveira de Souza. ANTÍGONA: : ENTRE ZAMBRANO E RICOEUR. Problemata - Revista Internacional de Filosofia, v. 17, n. 1, p. 394-403, 2026.2

Em Zambrano, Antígona é reinterpretada por meio da razão poética, rompendo com a tradição ao negar seu suicídio e enfatizar seu sacrifício como escolha consciente, vinculada à lei do amor e à constituição de uma nova consciência. Os objetivos do artigo são: evidenciar, em Zambrano, o caráter trágico como elemento formador, no qual sofrimento, expiação e responsabilidade revelam dimensões profundas da condição humana; expressar, em Ricœur, a tragédia sob uma perspectiva hermenêutica-fenomenológica, na qual Antígona desenvolve o caráter inevitável dos conflitos morais e contribui definitivamente para a formulação da sabedoria prática. Metodologicamente, o texto adota uma análise interpretativa de base filosófica, articulando leitura hermenêutica de textos clássicos e contemporâneos com reflexão conceitual, especialmente nos campos da ética e da existência. A investigação mobiliza categorias como conflito, deliberação e agonística humana. Conclui-se que Antígona constitui um pensamento filosófico que articula dimensões pedagógicas, éticas e existenciais, evidenciando que o ensino deve incorporar o conflito como elemento formativo. Além disso, a condição trágica aparece numa convergência entre Zambrano e Ricœur a qual revela a necessidade de uma ética deliberativa capaz de orientar a ação humana diante das tensões inerentes à vida.