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Arbítrio e os fins da política: reflexões à luz do republicanismo de Philip Pettit

Rodrigo Ribeiro de Sousa

Autor
Rodrigo Ribeiro de Sousa
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 37
Ano
2020
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v2i37p13-23
Páginas
13-23
Idioma
pt-BR
2020Rodrigo Ribeiro de Sousa. Arbítrio e os fins da política: reflexões à luz do republicanismo de Philip Pettit. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 37, p. 13-23, 2020.2

Situando-se entre a liberdade positiva, de fundamento aristotélico, e a liberdade como ausência de impedimentos, que remonta à tradição liberal, o ideal de não-dominação, a partir do qual Philip Pettit estrutura o seu conceito de liberdade, empreende uma recuperação de elementos de diferentes matrizes do pensamento republicano, em especial a noção de não-arbitrariedade. Partindo da teoria política estruturada por Pettit e de seu diálogo com autores da tradição liberal, o propósito do presente artigo é o de apresentar elementos que permitam investigar a existência de conexões, nas democracias contemporâneas, entre a crescente limitação do espaço público e a instauração de práticas e governos arbitrários, que resultam na total negação do ideal republicano de liberdade