Artigo
Ver fonte original- Autor
- Paulo Irineu Barreto Fernandes
- Revista
- Cadernos de Ética e Filosofia Política
- Edição
- 2 / 13
- Ano
- 2008
- DOI
- 10.11606/issn.1517-0128.v2i13p93-108
- Páginas
- 93-108
- Idioma
- pt
2008Paulo Irineu Barreto Fernandes. Arte e revolução em Theodor Adorno e Herbert Marcuse. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 13, p. 93-108, 2008.4
O objetivo do presente artigo é, tendo como fundamento a relação entre arte e revolução no interior da teoria crítica da Escola de Frankfurt, estabelecer uma relação entre o que a música dodecafônica de Arnold Schoenberg representa para a filosofia de Theodor Adorno com o que o surrealismo representa na filosofia de Herbert Marcuse. A hipótese defendida é a de que as razões que levaram Adorno a se aproximar da atonalidade e do dodecafonismo se assemelham às razões que levaram Marcuse a se aproximar do surrealismo. E, embora os dois autores tenham utilizado em seus escritos elementos teóricos das chamadas “artes de vanguarda”, pretende-se também mostrar que Marcuse nutriu pelas mesmas um otimismo e uma confiança maiores do que Adorno.
