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As Esferas privada, pública e social em Hannah Arendt: Uma introdução ao advento do social como crítica da modernidade

Erinaldo Pedro da Silva, Lucas Barreto Dias

Autor
Erinaldo Pedro da Silva, Lucas Barreto Dias
Revista
Revista Helius
Edição
5 / 2
Ano
2025
Páginas
p. 17-32
Idioma
pt
2025Erinaldo Pedro da Silva, Lucas Barreto Dias. As Esferas privada, pública e social em Hannah Arendt: Uma introdução ao advento do social como crítica da modernidade. Revista Helius, v. 5, n. 2, p. p. 17-32, 2025.3

Este artigo tem como objetivo apresentar uma suscinta discussão sobre a distinção teórica elabora por Hannah Arendt acerca das esferas privada pública e social, presente no capítulo II de sua obra A Condição Humana. Compreendemos que por meio dessa diferenciação, Arendt faz tanto uma avaliação do modelo de vida antigo, como expõe algumas incongruências presentes na política moderna e contemporânea. Ao discorrer sobre o significado das dimensões pública e privada, Arendt pretende trazer para o centro da discussão a ação política, enfatizando a oposição entre o mundo comum dos cidadãos, a esfera público-política, e o que é próprio de cada um: o domínio do lar, a esfera privada. A modernidade, por sua vez, opera uma certa indistinção entre o público e o privado, levando à ascensão do social, uma esfera marcada por uma igualdade abstrata e uma liberdade meramente individual. Para Arendt, como mostraremos, a emergência do social nos auxilia a compreender o esvaziamento da esfera política, a perda da capacidade de agir, substituída pelo comportamento, e a falta de cuidado com o mundo comum.