- Autor
- Vinícius Bernardes
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 13 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.18012/arf.v13i1.73127
- Páginas
- e.73127
- Idioma
- pt
O presente artigo aborda os principais escritos de Lukács na década de 20, enfatizando a relação existente entre o seu conteúdo teórico e os eventos históricos que acometeram Lukács entre os anos que correspondem o advento da Revolução Russa (1917) e a publicação das Blum-Thesen (1929). O ponto central deste artigo é elucidar como as visões de mundo do jovem filósofo húngaro de História e consciência de classe e do Lukács de Reboquismo e dialética, Moses Hess e Blum-Thesen se diferenciam por questões estratégicas, em tentativas de conciliar sua visão de mundo democrática-revolucionária, na esteira da influência da dialética hegeliano-marxista, e a Realpolitik soviética. Essa “posição estratégica” mantida em todo o período abordado pode ser percebida no final de sua vida, após o degelo do stalinismo, com um retorno de Lukács ao campo da crítica revolucionária à esquerda, com base em uma série de entrevistas concedidas entre os anos 60 e 70.
