Autocríticas e expurgos nos círculos revolucionários paulistas1 (1928-1935)
Alzira Lobo de Arruda Campos, Alvaro Cardoso Gomes, Marilia Gomes Ghizzi Godoy
- Autor
- Alzira Lobo de Arruda Campos, Alvaro Cardoso Gomes, Marilia Gomes Ghizzi Godoy
- Revista
- Antíteses
- Edição
- 9 / 17
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.5433/1984-3356.2016v9n17p115
- Páginas
- 115-135
- Idioma
- pt
As dissensões ocorridas nos meios revolucionários paulistas, nos anos 30, pontuaram a história do Partido Comunista do Brasil e das demais correntes de esquerda, produzindo censuras e autocríticas dirigidas a muitos de seus membros. A determinação revolucionária dos camaradas, desenvolvida na cultura de gueto da subversão, propiciou a formação de estratégias de sobrevivência, das quais, a mais perversa, era a dúvida metódica lançada sobre a lealdade de companheiros de jornada. Nas reuniões do partido, traições supostas ou reais ocupavam boa parte da pauta. Impurezas teóricas, envolvimento com trotskistas, adesões pequeno-burguesas, colaboracionismo, deslealdade ao partido, envenenavam as relações dos comunistas. Informações provenientes de fontes diversas — cartas, atas de reuniões, circulares, prontuários policiais — permitem-nos analisar esse processo, submetido ao silêncio quase total da historiografia brasileira.
