- Autor
- Luciano Gatti
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 8 / 16
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.34024/limiar.2021.v8.12768
- Páginas
- 146-158
- Idioma
- pt
Partindo da imagem da “autologia”, extraída por Beckett da filosofia de Geulincx e inserida no âmago de sua trilogia do pós-guerra, este artigo comunicação pretende discutir maneiras diversas de interpretar referências filosóficas na obra de Beckett. A imagem da “autologia”, no caso, permitiria revisitar um antigo tópico da recepção beckettiana, a saber, a paródia do cartesianismo, podendo ser pensada tanto como configuração imagética – imagem de ideias – de uma filosofia no interior da obra literária como índice de convergência de dois projetos distintos e autônomos, um literário, outro filosófico. Com o intuito de desdobrar essas questões, pretende-se comparar uma abordagem recente do assunto – a teoria da imagem filosófica proposta por Anthony Uhlmann – com uma mais antiga – a defesa por Adorno do solipsismo beckettiano.
