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Borges, entre a ciência, a metafísica e a literatura

Jorge Ernesto Horvath

Autor
Jorge Ernesto Horvath
Revista
Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias
Edição
30 / 1
Ano
2024
DOI
10.34024/prometeica.2024.30.16095
Páginas
48-58
Idioma
pt
2024Jorge Ernesto Horvath. Borges, entre a ciência, a metafísica e a literatura. Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias, v. 30, n. 1, p. 48-58, 2024.2

Este artigo passa revista a algumas questões científicas que são tratadas, em diversos graus de profundidade e escopo, na literatura de Jorge Luis Borges. Apresentamos nove textos comentados e esmiuçados na sua essência científica (A esfera de Pascal, A Biblioteca de Babel,  Tlön, Uqbar, Orbis Tertius, O milagre secreto, O Aleph,  Funes, o memorioso, O jardim dos caminhos que se bifurcam, A casa de Asterion e A perpétua corrida de Aquiles e a tartaruga), colocando em alguns casos novas conjecturas e observações próprias para interpretar e contextualizar estes temas dentro dos relatos borgianos, a modo de convite para outras análises aprofundadas da obra do escritor argentino. Mostramos que Borges pode ser considerado um caso singular de fusão de erudição que não separa os temas humanos os naturais, embora sua compreensão e familiaridade com estes últimos fosse bastante superficial. De forma incomum, Borges baseia boa parte da sua obra em possibilidades fantásticas a ele sugeridas tendo a Matemática, a Metafísica e as Ciências em geral como alicerces para a livre criação literária, mas de forma estruturada e num estilo que poderíamos chamar de “realidades alternativas auto consistentes”.