- Autor
- Manuela Saadeh
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 17 / 33
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2026v17n33p145-160
- Páginas
- 145-160
- Idioma
- pt
Neste breve estudo nos propomos a sucintamente interpretar as questões apontadas por Heidegger acerca da Arte, como no seu livro A Origem da Obra de Arte entre outros. Nesta obra, o filósofo parece compreender a arte enquanto algo que pode aludir à experiência possível de resgate da realidade dura, encerrada em conceitos, na qual vivemos quase que enraizados pelo hábito. Para Heidegger, a obra de arte alude a um curso possibilitador da meditação acerca da dificuldade de se enraizar no que não é habitual, no que não concerne à experiência (sentido) corrente, mas que doa originariamente toda a possibilidade dela. O filósofo pensa a arte como aquilo que aponta para a verdade pensada enquanto ὰλήθεια; consequentemente, o tema deste breve estudo será o de problematizar o que seja a ὰλήθεια, o sentido da verdade enquanto abertura, tomando como referência também outros tratados de Heidegger, nos quais o filósofo faz o percurso de esclarecimento da questão da verdade através do fio condutor do pensamento aristotélico. A partir desta breve explanação a respeito do que Heidegger compreende acerca do Ser da verdade, podemos tentar clarear o que o filósofo contemporâneo quer dizer quando enuncia que a obra de arte é um “pôr-se-a-caminho-da-verdade”.
