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Caracterização do perfil dos profissionais de psicologia em teleterapia na pandemia

Samanta Benzi Meneghelli, Ana Paula Parada

Autor
Samanta Benzi Meneghelli, Ana Paula Parada
Revista
Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias
Edição
30 / 1
Ano
2024
DOI
10.34024/prometeica.2024.30.18870
Páginas
356-370
Idioma
pt
2024Samanta Benzi Meneghelli, Ana Paula Parada. Caracterização do perfil dos profissionais de psicologia em teleterapia na pandemia. Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias, v. 30, n. 1, p. 356-370, 2024.2

A pandemia do COVID-19 promoveu novas formas de pensar o papel da Psicologia e de sua práxis, afetando o campo de atuação. Objetivou-se caracterizar e compreender o perfil dos profissionais de Psicologia atuantes na pandemia em plataforma de atendimento on-line. Participaram 20 profissionais, sendo 17 mulheres e 3 homens, com idade média de 32 anos, graduados em Psicologia, desses 5 eram recém-formados, ao qual foram aplicados questionário sociodemográfico e entrevista semiestruturada. Todos buscaram trabalho institucionalizado em ambiente home office. Nenhum profissional havia formação específica para modalidade de atendimento psicológico on-line e/ou em contextos de crise; eles enfrentaram alta demanda de pacientes graves, metas de número de atendimentos diário, com duração de tempo reduzido. A terceirização do vínculo terapêutico, adveio da busca por estabilidade financeira, evitar o contágio da doença e do desemprego. No entanto, a urgência e o desejo de ingressar no mercado de trabalho, mesmo sem formação específica, é intensificado nos recém-formados, o que os expõe a atender às demandas do mercado, que perversamente reconhecem a vulnerabilidade da profissão e naturaliza relações de trabalho precárias. A capacidade de escolha da área de interesse e competência profissional, pode ser limitada no início da carreira, principalmente em contexto de crise. A compreensão do campo de atuação, dificuldades e dinâmica do mercado de trabalho e o reconhecimento dos limites profissionais e pessoais, possibilita a construção de uma identidade e uma postura ética, como um fator protetivo acerca da práxis, o que fortalece a categoria para transformações mais dialéticas.