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Carl Schmitt e o pós-marxismo: O caso Chantal Mouffe

Deyvison Lima, José Maria Arruda

Autor
Deyvison Lima, José Maria Arruda
Revista
Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
Edição
29 / 60
Ano
2022
DOI
10.21680/1983-2109.2022v29n60ID27128
Páginas
213-234
Idioma
pt
2022Deyvison Lima, José Maria Arruda. Carl Schmitt e o pós-marxismo: O caso Chantal Mouffe. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 29, n. 60, p. 213-234, 2022.2

O artigo investiga a proposta de releitura da teoria da democracia e do conceito do político feita pela filosofia belga pós-marxista Chantal Mouffe. O objetivo é analisar os argumentos da autora e a reabilitação do tema do conflito como constitutivo da democracia. Após a virada consensualista, procedimentos e princípios racionais passaram a reger a instituição do politico através de concepções deliberativas acerca da democracia, marcadas pela neutralização do conflito e identificação entre política e moral. Na contramão desse movimento, Mouffe promove um inusitado encontro entre marxismo pós-estruturalista e algumas teses centrais da teoria política schmittiana. Em contraposição à compreensão do político como antagonismo entre amigos/inimigos, Mouffe propõe um modelo de agonismo adversarial, que segundo ela pode assumir a forma de uma democracia liberal. Pretendemos examinar sua proposta e discutir se de fato ela supera a crítica ao liberalismo feito por Schmitt.