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Ceticismo e dialética especulativa na filosofia de Hegel

Luiz Fernando Barrére Martin

Tese
Autor
Luiz Fernando Barrére Martin
Orientador(a)
Marcos Lutz Müller
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2009
2009Luiz Fernando Barrére Martin. Ceticismo e dialética especulativa na filosofia de Hegel. 2009. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, SP. Orientador(a): Marcos Lutz Müller.3

Trata-se, em primeiro lugar, de neste trabalho analisar a leitura hegleliana da filosofia cética, especificamente, o ceticismo pirrônico. Dessa maneira, será possível começar a avaliar em que medida o ceticismo é importante para a filosofia de Hegel em geral e, em particular, para a constituição de seu método dialético especulativo. Percorreremos textos de várias fases da filosofia de Hegel, no qual o ceticismo ou é tema central ou aparece dentro de um contexto que também nos interessa, a saber, a discussão acerda do método. No que respeita a este último, examinaremos na Ciência da Lógica os momentos onde podemos observar a constituição do método dialético hegeliano, a saber, a seção dedicada na Doutrina da Essência às da Ciência da Lógica, poderemos então julgar com maior exatidão do que no método dialético hegeliano é devedor da filosofia cética, isto é, como esse método é formulado de modo que o ceticismo seja integrado a ele. A idéia central é mostrar ue não ha, da parte de Hegel, uma simples refutação do ceticismo, mas antes, que o ceticismo é a filosofia incontornável da qual se deve partir para que a filosofia não caia vítima das aporias céticas. Essa é a via que Hegel encontra para não se tornar cético pirrônico e, ao mesmo tempo, não ser alvo da crítica cética.