CIÊNCIAS POSITIVAS E A MORTIFICAÇÃO DA METAFÍSICA: NOÇÕES PRELIMINARES DA CRÍTICA À CRISE DAS CIÊNCIAS EUROPEIAS EM EDMUND HUSSERL.
Djibril Ernesto, Djibril Ernesto
- Autor
- Djibril Ernesto, Djibril Ernesto
- Revista
- Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
- Ano
- 2018
- Idioma
- pt-BR
A presente proposta de artigo busca apresentar a crítica de Edmundo Husserl às ciências europeias, valendo-se da articulação dos seguintes escritos: A filosofia como ciência rigorosa (1911), A crise das ciências europeias e a fenomenologia transcendental (1936), e, por último, A Crise da Humanidade europeia e a Filosofia (1935). Busca-se assim abordar a noção husserliana de “crítica”, quer em relação à incapacidade da Filosofia de se apresentar como ciência rigorosa, se comparada às demais ciências; quer como crítica às ciências em geral em virtude da redução positivista da ideia de ciência. Nesse último momento do seu pensamento, Husserl propõe um retorno às grandesquestões metafísicas, em virtude dos problemas decorrentes da racionalidade moderna. Longe de não reconhecer a relevância do avanço da tecnologia, Husserl sabe, no entanto, que uma ciência de fatos cria homens de fatos: daí os riscos contra a humanidade com o advento da redução positivista da ideia de ciência. Reconhecendo a enfermidade da razão, ele propõe uma crítica a essa forma da racionalidade e a necessidade de se recuperar certo telos presente na tradição filosófica europeia. Trata-se ainda do reconhecimento da Metafísica ou de uma filosofia fundamental e da sua relevância para enfrentar a crise das ciências em geral e da humanidade europeia. Ademais, esta proposta de trabalho busca, igualmente, explicitar a natureza do procedimento adotado por Husserl, nessas obras, ou seja, aquele fenomenológico, pois se trata ainda de se pensar a questão da racionalidade, ou ainda, do fundamento e método das ciências.
