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COMENTÁRIOS SOBRE A LIBERDADE E O LIVRE-ARBÍTRIO DA VONTADE EM AGOSTINHO: uma reflexão sobre o De Libero Arbitrio

Mariana P. Sérvulo da Cunha

Autor
Mariana P. Sérvulo da Cunha
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
42 / 3
Ano
1997
DOI
10.15448/1984-6746.1997.3.35715
Páginas
493-503
Idioma
pt
1997Mariana P. Sérvulo da Cunha. COMENTÁRIOS SOBRE A LIBERDADE E O LIVRE-ARBÍTRIO DA VONTADE EM AGOSTINHO: uma reflexão sobre o De Libero Arbitrio. Veritas (Porto Alegre), v. 42, n. 3, p. 493-503, 1997.3

O termo "livre" nunca aparece, em Platão e Aristóteles, como relacionado com a condição moral do homem, pois possui um significado estritamente político. A noção de liberdade, referida ao âmbito da ética, é algo tardio no Ocidente, tendo surgido com o cristianismo. Embora esta noção esteja hoje laicizada, isto é, seja considerada quase que exclusivamente em sua dimensão horizontal, e não na vertical, enquanto relacionada a Deus, nem por isso se deve esquecer a contribuição fundamental de Agostinho na formulação deste conceito. No presente texto toma-se como fonte de análise o diálogo De libero arbítrio.