- Autor
- Lara Rocha
- Revista
- Kalagatos
- Edição
- 23 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.52521/kg.v23i1.16875
- Páginas
- eK26016
- Idioma
- pt
O objetivo do presente artigo é apresentar as reflexões de Hannah Arendt sobre a burocracia, por considerar que seu exame oferece profícuas iluminações para o debate sobre as instituições políticas atuais, burocraticamente instituídas. Para lográ-lo, após o introito (momento em que discussões sobre o uso corrente do termo burocracia serão complementadas pela etimologia da palavra, história de sua utilização e pela apresentação da análise arendtiana sobre ela) será sobrelevado o entendimento da autora sobre o conceito de forma de governo e, em seguida, exposta a argumentação de Arendt que situa a burocracia como uma forma de governar. Em seguida, será destacada a origem da burocracia como forma de dominação, com enfoque para o imperialismo e o governo de Lorde Cromer no Egito, de 1883 a 1907. Por fim, as Inconclusões do texto, além de concatenar as argumentações desenvolvidas, ainda apresentam o fortalecimento da forma burocrática de governar após os regimes totalitários, mormente a partir da burocracia digital (e-burocracia).
