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Consciência e discernimento sensíveis: o sentido comum em Tomás de Aquino

Markos Klemz Guerrero

Autor
Markos Klemz Guerrero
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
27 / 1
Ano
2022
DOI
10.5216/phi.v27i1.71977
Idioma
pt
2022Markos Klemz Guerrero. Consciência e discernimento sensíveis: o sentido comum em Tomás de Aquino. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 27, n. 1, 2022.3

Além dos cinco sentidos externos tradicionais, Tomás de Aquino cataloga como potências sensíveis uma variedade de sentidos internos. Dentre os sentidos internos, o sentido comum apresenta um interesse especial, na medida em que sua operação parece ser indissociável do sentir em geral. As operações típicas do sentido comum são perceber que se sente e discriminar objetos sensíveis de sentidos externos diferentes. Em virtude dessas duas operações, ele é fonte de consciência sensível e integra numa mesma unidade as informações advindas de sentidos externos irredutivelmente distintos. Ao longo deste artigo, justificaremos a introdução do sentido comum como potência sensível distinta dos sentidos externos, explicando porque o primeiro é uma condição de possibilidade dos últimos.