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Contemplação estética e alienação: A apropriação da estética de Schopenhauer pelos mecanismos da Indústria Cultural

Francisco Fianco

Autor
Francisco Fianco
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
6 / 1
Ano
2015
DOI
10.5902/2179378633862
Páginas
102-119
Idioma
pt
2015Francisco Fianco. Contemplação estética e alienação: A apropriação da estética de Schopenhauer pelos mecanismos da Indústria Cultural. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 6, n. 1, p. 102-119, 2015.3

Nosso texto tem como tema a apropriação de categorias do pensamento de Schopenhauer pelo mecanismo da Indústria Cultural, conforme este foi teorizado por Adorno e Horkheimer. Pressupõe-se a possibilidade de fazer a devida relação argumentativa entre, principalmente, o Livro III de O mundo como vontade e representação e o capítulo sobre a Indústria Cultural da obra Dialética do Esclarecimento. Teremos como objetivo, em um primeiro momento, demonstrar de que maneira o conceito schopenhaueriano de contemplação estética permite, através da anulação da vontade, a anulação do sofrimento inerente à existência para, em um segundo momento, analisar de que modo este mesmo mecanismo, cooptado pela indústria da cultura e pelos meios de comunicação de massa, proporciona um entorpecimento cotidiano resultante em alienação da consciência.