- Autor
- José Alfredo Melo dos Santos
- Revista
- Revista Paranaense de Filosofia
- Edição
- 6 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.33871/27639657.2026.6.1.11482
- Páginas
- 23-38
- Idioma
- pt
Este artigo tem por desígnio fazer uma releitura da estrutura do método fenomenológico proposto por Edmund Husserl (1859-1938). O autor tinha como objetivo compreender a dinâmica que envolve a relação entre consciência e fato no processo de produção de conhecimento. Sua fenomenologia tem por finalidade descrever o campo de nossa experiência sem que a consciência se desvie ou proporcione resistência ao objeto estudado. O método se inicia com a epoché, uma redução fenomenológica, uma suspensão de todo o conhecimento fundado na empiria – não se trata aqui de uma negação do conhecimento científico, mas uma desconsideração provisória da descrição da realidade segundo o discurso da filosofia, da ciência positiva e até mesmo da religião. A partir desse método rigoroso, chega-se à apreensão da consciência, que nos permite entender como fatos particulares podem ser apreendidos de forma que caracterizem conhecimento universal. Se quisermos nos apropriarmos da Fenomenologia husserliana devemos observar as motivações que a delimitaram enquanto atividade filosófica e que impuseram a esta atividade sua forma particular.
