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Corona e communis: imunidade, comunidade e o COVID-19

Maurício Fernando Pitta

Autor
Maurício Fernando Pitta
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
11
Ano
2020
DOI
10.5902/2179378643447
Páginas
e32
Idioma
pt
2020Maurício Fernando Pitta. Corona e communis: imunidade, comunidade e o COVID-19. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 11, p. e32, 2020.3

Diante da pandemia do Novo Coronavírus, muitos foram os problemas levantados pela filosofia a partir do modo “imunitário” com o qual a civilização industrial lidou com a crise, e muito tem sido aventado sobre a necessidade de se repensar o sentido da noção de comunidades de apoio e de resistência. Exemplos disso não faltam; dentre os filósofos que abordaram a crise, encontram-se desde Giorgio Agamben a Paul B. Preciado, entre outros. Neste artigo, pretendemos partir da discussão sobre imunologia e paradigma imunitário em Roberto Espósito para nos perguntar de que modo podemos pensar essa demanda por “comunidade” em meio a uma crise imunitária, no sentido biológico e político do termo. Temos por hipótese que, mais do que postular a oposição exclusiva dos termos, levantar a questão pela articulação deles nos abre dois modos possíveis de relação com a alteridade abissal que encontramos no vírus.