CORPO E CAPITAL EM MARX: A NATUREZA HUMANA CORPÓREA NOS MANUSCRITOS ECONÔMICO-FILOSÓFICOS DE 1844
Márcia dos Santos Fontes
- Autor
- Márcia dos Santos Fontes
- Revista
- Revista Kriterion
- Edição
- 65 / 157
- Ano
- 2024
- Páginas
- e-42169
- Idioma
- pt
O presente artigo trilhará um caminho que pretende ir alémdas interpretações bifurcatórias entre essencialismo a-histórico e relativismohistoricista no que diz respeito à elaboração teórica de “natureza humana”pelo jovem Marx, analisando-a a partir da concepção de corpo como unidadedialética entre natureza e história conforme aparece em seus Manuscritos de1844. Afinal, por que Marx se direciona a uma elaboração teórica da produçãoda corporalidade humana enquanto faz a crítica do trabalho sob o capital nestesManuscritos que representam, em sua trajetória, o início de seus estudos sobreeconomia política e a inauguração de seu materialismo dialético? A partirde uma análise dos cadernos que compõem estes Manuscritos, buscaremosdemonstrar que há neles uma teorização do corpo que tanto envolve aspectostranshistóricos – a ligação vital com o “corpo inorgânico” que é a terra –quanto históricos na forma de mediação dessa relação e que tal teorização temcomo valor metodológico o fornecimento de premissas histórico-materialistascomo contraponto às premissas a-históricas da economia política bem como ainversão da dialética hegeliana sob o ponto de partida do “humano corpóreo”,possibilitando um ponto de vista a partir do qual podemos vir a superar ummodo de mediação “patológico”.
