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CREATIO NUMERORUM, RERUM EST CREATIO: LA REPRISE DE L’HENOLOGIE PLOTINIENNE DANS LA PENSÉE AUGUSTINIENNE DE LA CREATION

Pedro Calixto Ferreira Filho

Autor
Pedro Calixto Ferreira Filho
Revista
Basilíade - Revista de Filosofia
Edição
3 / 5
Ano
2021
DOI
10.35357/2596-092X.v3n5p155-172/2021
Páginas
155-172
Idioma
pt
2021Pedro Calixto Ferreira Filho. CREATIO NUMERORUM, RERUM EST CREATIO: LA REPRISE DE L’HENOLOGIE PLOTINIENNE DANS LA PENSÉE AUGUSTINIENNE DE LA CREATION. Basilíade - Revista de Filosofia, v. 3, n. 5, p. 155-172, 2021.3

Se o mundo é entendido na tradição latina medieval como a autoexpressão do principium, então é essencial nos darmos os meios para apreender plenamente o simbolismo no qual o Criador se manifesta. O ser, aqui entendido como expressão da Palavra divina, tem, por conseguinte, a mesma estrutura relacional do signo. A metáfora que consiste em pensar o mundo na sua totalidade como um livro, expressão do Verbum Dei, cuja própria essência é ser um signo, isto é, apontar para o absolutamente Outro, que somos incapazes de pensar em sua qüididade, entra nesta perspectiva. Não basta dizer que a criação é um livro, ou a manifestação do Criador, é necessário também oferecer uma chave para sua leitura. Certo da função significante do mundo e da impossibilidade de conhecimento positivo do Criador, todo o desafio do pensamento filosófico latino é então adentrar na estrutura interna deste simbolismo capaz de fornecer uma compreensão do mundo como um sinal que aponta para o princípio. Compreender a arquitetura do simbolismo do mundo, desvelar a própria estrutura do manifesto para colocar de dentro a necessidade de seu enraizamento no Princípio, foi uma preocupação constante de Agostinho. Em sua longa busca por uma leitura simbólica da realidade, ele mostrou um interesse persistente e crescente pela matemática.