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Criatividade e Grafos Existenciais em C. S. Peirce

José Renato Salatiel

Autor
José Renato Salatiel
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
7 / 3
Ano
2020
DOI
10.26512/rfmc.v7i3.28453
Páginas
243-265
Idioma
pt
2020José Renato Salatiel. Criatividade e Grafos Existenciais em C. S. Peirce. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 7, n. 3, p. 243-265, 2020.3

O raciocínio lógico dedutivo é comumente definido como analítico e explicativo, no sentido em que nada acrescenta, em sua conclusão, além daquilo já contido nas premissas do argumento. Contudo, duas importantes conclusões da filosofia da lógica de Charles S. Peirce contestam essa suposta trivialidade do raciocínio dedutivo: (i) dedução é matéria de experimento e observação; e (ii) dedução é um tipo de raciocínio diagramático. O objetivo deste trabalho é mostrar com essas duas conclusões estão interligadas e como, juntas, podem elucidar aspectos criativos da lógica. Para isso, serão discutidas as seguintes teses. Primeiro, a prova dedutiva inclui uma etapa criativa (Peirce a chama de dedução teoremática) que explica como um raciocínio analítico pode, em alguns casos, ser surpreendente em suas conclusões. Segundo, sistemas formais que incluem representações diagramáticas, como os Grafos Existenciais, são mais eficientes em representar inferências dedutivas do tipo teoremáticas.