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CRISE DA RATIO STUDIORUM JESUÍTICA E O PENSAMENTO CARTESIANO: : A CRÍTICA DE GIAMBATTISTA VICO

Liliane Severiano Silva

Autor
Liliane Severiano Silva
Revista
Polymatheia - Revista de Filosofia
Edição
4 / 6
Ano
2021
Idioma
pt
2021Liliane Severiano Silva. CRISE DA RATIO STUDIORUM JESUÍTICA E O PENSAMENTO CARTESIANO: : A CRÍTICA DE GIAMBATTISTA VICO. Polymatheia - Revista de Filosofia, v. 4, n. 6, 2021.2

Ao longo deste trabalho buscamos compreender a crítica de Giambattista Vico ao primado das idéias claras e distintas do cartesianismo, tendo como base os seguintes escritos: a sua Autobiografia, pois em tal escrito Vico realiza um diagnóstico da mudança no status cultural napolitano com o advento do pensamento de René Descartes. Vico destaca que, em tal mudança, se deu o completo esquecimento dos saberes humanísticos renascentistas. Em seguida, o De ratione, em que Vico pensa a situaçãodo método dos estudos de seu tempo, comparando vantagens e desvantagens em relação ao método, quer dos antigos, quer dos modernos. Aqui ele alerta contra os potenciais prejuízos para a mentalidade da juventude, quando se despreza os estudos humanísticos, a saber: poesia, história, retórica, as línguas, a prudência civil. Por fim, em seu De antiquissima, podemos observar a sua crítica ao dogmatismo cartesiano valendo-se do procedimento filológico, a fim de resgatar, por meio da língua latina , outrocritério de verdade. Vico anuncia em tal obra o princípio do verum-factum que trata da relação entre o verdadeiro e o feito, constituindo um princípio fundativo em que, para se chegar ao conhecimento da verdade, é preciso considerar o fazer. Tal princípio se opõe ao cogito cartesiano, que nada mais é, segundo Vico, do que a demonstração da evidência do pensar humanoem uma orientação subjetiva, constituído, pois, como critério universal de verdade.