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CRÍTICA, ÉTHOS, VIRTUDE E A QUESTÃO DO GOVERNO EM FOUCAULT

Helrison Silva Costa

Autor
Helrison Silva Costa
Revista
Problemata - Revista Internacional de Filosofia
Edição
15 / 2
Ano
2024
DOI
10.7443/problemata.v15i2.69321
Páginas
31-43
2024Helrison Silva Costa. CRÍTICA, ÉTHOS, VIRTUDE E A QUESTÃO DO GOVERNO EM FOUCAULT. Problemata - Revista Internacional de Filosofia, v. 15, n. 2, p. 31-43, 2024.2

O ano de 1978 é de importância central para o conjunto dos estudos levados a cabo por Michel Foucault em seu último período. Nele convergem inflexões de propostas anteriores e se produz um entroncamento onde se cruzam os eixos do saber, do poder e dos modos de subjetivação. É aí também que a analítica do poder se estende a uma genealogia da governamentalidade que rastreia as práticas de governo e as formas de contracondutas que constituem o terreno da atitude crítica. Assim, o objetivo deste artigo é explorar a importância da atitude crítica no percurso intelectual de Foucault, como um éthos característico da modernidade e também como uma virtude capaz de colocar em questão as práticas de condução de condutas. Nesse quadro, queremos demonstrar que o interesse de Foucault pelo texto de Kant se dá pela problematização das práticas de governo que interroga a modernidade e a Aufklärung em proveito de seu próprio projeto crítico.