Da filosofia como forma de vida: a insurreição dos governados e a ontologia histórica de nós mesmos em Michel Foucault
Rodrigo Diaz de Vivar y Soler
- Autor
- Rodrigo Diaz de Vivar y Soler
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 23 / 2
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.5216/phi.v23i2.49564
- Idioma
- pt
Este artigo possui a finalidade de apresentar as correlações entre a filosofia como forma de vida e as insurreições dos governados a partir de uma leitura foucualtiana em torno da ontologia histórica de nós mesmos. Num primeiro momento, procura-se estabelecer uma leitura acerca da problematização empreendida por Foucault em torno da biopolítica compreendida como governo da vida na nossa modernidade a partir da formação de certos dispositivos de controle e de assujeitamentos através da articulação entre as estratégias de saber, das práticas de poder e dos processos de subjetivação. Já o segundo momento é dedicado a pensar os traços fundamentais da parresía como prática aletúrgica de uma manifestação cínica do escândalo da verdade. As considerações finais são dedicadas a pensar, a partir de Foucault, as experiências éticas a partir de uma dimensão ontológica cuja atitude é a sublevação de forças necessárias para a produção de novas práticas de liberdade.
