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Da habituação individual à construção de nichos por meio da ritualização de grupos: uma descrição partindo da minimização dos erros de predição

Thales M. M. Silva , José Carlos C. de Sant’Anna, Maria Luiza I. de Vasconcelos, Lucas S. dos Santos, Matheus F.F. Ribeiro, Renato Matoso

Autor
Thales M. M. Silva , José Carlos C. de Sant’Anna, Maria Luiza I. de Vasconcelos, Lucas S. dos Santos, Matheus F.F. Ribeiro, Renato Matoso
Revista
ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA -
Edição
5 / 1
Ano
2025
DOI
10.56837/Araripe.2024.v5.n1.1447
Páginas
270-314
Idioma
pt
2025Thales M. M. Silva , José Carlos C. de Sant’Anna, Maria Luiza I. de Vasconcelos, Lucas S. dos Santos, Matheus F.F. Ribeiro, Renato Matoso. Da habituação individual à construção de nichos por meio da ritualização de grupos: uma descrição partindo da minimização dos erros de predição. ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA -, v. 5, n. 1, p. 270-314, 2025.3

O presente artigo explora como a Inferência Ativa (IA) e o Processamento Preditivo (PP) vêm sendo utilizados como frameworks para o entendimento da neuro-cognição e do comportamento dentro das ciências cognitivas e evolucionistas da religião (CESR), particularmente no estudo da ritualização humana. Argumenta-se que, enquanto a IA oferece uma perspectiva ampla e unificadora baseada na minimização dos erros de predição, o PP fornece um relato mais específico e focado, o qual vem sendo agenciado em investigações sobre o desenvolvimento de hábitos individuais, sua relação com rituais coletivos e potencial papel na construção de nichos. Aqui, a sugestão seria a de que, ao longo da história, o comportamento ritualizado teria modulado recursos neuro-cognitivos individuais e facilitado o compartilhamento de interpretações intragrupos que, por sua vez, teriam permitido o alinhamento de populações humanas ao longo dos processos evolutivos de alteração de seus ambientes de desenvolvimento. Ao enfocar o estudo dos rituais sob as lentes da IA e do PP, o artigo busca explorar como, a despeito de questionamentos acerca de seu suporte empírico, o uso desses frameworks pelas CESR demonstra seu poder como heurísticas para descobertas nas ciências comportamentais e do cérebro e, em última análise, sua utilidade instrumental em promover investigações transdisciplinares, gerando novos insights e promovendo areinterpretação de descobertas preexistentes acerca do comportamento humano.