- Autor
- Bráulio Rodrigues
- Revista
- Griot : Revista de Filosofia
- Edição
- 25 / 2
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.31977/grirfi.v25i2.5291
- Páginas
- 17-37
- Idioma
- pt
O artigo explora o conceito de heterotopia de Foucault no contexto digital e ambiental contemporâneo, dialogando com Peter Sloterdijk. Propõe a tecno-heterotopia como um arquipélago de comunidades interconectadas, baseadas em uma ética global da moderação e um direito ambiental de resistência. Nesse cenário, inspirado na leitura topológica Sloterdijk, surge a hipótese do Estado de Imunidade Comum, uma alternativa ao Estado-nação, promovendo governança descentralizada e comunitária para enfrentar os desafios do Antropoceno. A digitalização e a interconectividade são apresentadas como formas de reorganizar o espaço político e social, superando fronteiras territoriais. A proposta inclui um modelo de governança em rede, onde comunidades cooperam para a proteção ambiental e social. O artigo sugere que a ressonância entre diferentes formas de vida pode orientar uma nova ética política, baseada na colaboração e no cuidado com o planeta. Assim, defende-se uma reformulação da soberania em direção a um modelo mais sustentável e descentralizado tal como uma governança em nuvem.
