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Da noção de organismo no emergentismo ontológico de Martin Heidegger

Rodrigo Benevides Barbosa Gomes

Autor
Rodrigo Benevides Barbosa Gomes
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
23 / 2
Ano
2023
DOI
10.31977/grirfi.v23i2.3407
Páginas
241-255
Idioma
pt
2023Rodrigo Benevides Barbosa Gomes. Da noção de organismo no emergentismo ontológico de Martin Heidegger. Griot : Revista de Filosofia, v. 23, n. 2, p. 241-255, 2023.3

Ao contrário de ontologias de cunho pampsiquista presente na obra de autores como Alfred North Whitehead e Gottfried Leibniz, Martin Heidegger propõe uma perspectiva emergentista ilustrada em sua célebre distinção na qual se afirma que a pedra é sem mundo, o animal é pobre de mundo e o homem é formador de mundo. Admitindo a ultrapassagem ontológica qualitativa que há entre matéria e vida ou não-intencionalidade e intencionalidade, Heidegger advoga por um emergentismo fenomenologicamente justificado. Dito isso, o artigo visa demonstrar como a ontologia heideggeriana pressupõe a distinção qualitativa entre esfera física, biológica e humana ao examinarmos o conceito de organismo proposto pelo filósofo alemão.