- Autor
- Alisson Juan Marcondes dos Santos
- Revista
- Revista DIAPHONÍA
- Edição
- 11 / 3
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.48075/rd.v11i3.36108
- Páginas
- 134-150
- Idioma
- pt
Este trabalho parte da recusa ao pessimismo imobilizante presente em muitas análises críticas do capitalismo, para pensar, com Deleuze e Guattari, alternativas políticas através das linhas de fuga. Utilizo o volume III de Mil Platôs para discutir segmentaridade e micropolítica e o volume V para analisar a axiomática capitalista, mostrando como os fluxos de resistência escapam ao controle pretensamente absoluto. Concluo que, mesmo sob regulação estatal, a potência molecular e cotidiana desestabiliza fundamentos sociais e contribui para a transformação da desesperança fatalista em máquinas revolucionárias. O desafio é não serem tomadas pelo fatalismo do “fim do mundo”, mas encontrar a produtividade da diferenciação no movimento imanente de criação — ainda que precário — de novos mundos.
