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Da subjetivação opressora à emancipadora: uma possível relação entre o aceleracionismo de esquerda e o Guattari tardio

Victoria Hautz

Autor
Victoria Hautz
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
25 / 3
Ano
2025
DOI
10.31977/grirfi.v25i3.5483
Páginas
258-271
Idioma
pt
2025Victoria Hautz. Da subjetivação opressora à emancipadora: uma possível relação entre o aceleracionismo de esquerda e o Guattari tardio. Griot : Revista de Filosofia, v. 25, n. 3, p. 258-271, 2025.3

A partir de um panorama histórico-conceitual do aceleracionismo, especialmente em suas vertentes de esquerda, propõe-se uma leitura que o relaciona com o pensamento tardio de Félix Guattari, cujo enfoque recai sobre três dimensões interdependentes: a ecologia, a subjetividade e as relações sócio-produtivas. Argumenta-se que a tecnologia, longe de ser um instrumento neutro, constitui um vetor fundamental nos processos de subjetivação, podendo operar tanto como dispositivo de controle e alienação quanto como ferramenta de reapropriação existencial e autovalorização, conforme sugere Guattari. Ao recuperar a esquizoanálise e a noção de agenciamentos coletivos de enunciação, defende-se que é possível pensar a técnica como aliada a modos de subjetivação emancipatórios e não unicamente opressores.