Artigo
Ver fonte original- Autor
- Gabriel Cunha Hickmann
- Revista
- Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade
- Edição
- 28 / 1
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.11606/issn.2318-9800.v28i1p43-60
- Páginas
- 43-60
- Idioma
- pt-BR
2023Gabriel Cunha Hickmann. Dedução transcendental e realismo na Crítica da razão pura. Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade, v. 28, n. 1, p. 43-60, 2023.2
O artigo aborda o mérito da Dedução Transcendental, argumento central para a Crítica da razão pura, no que concerne especificamente ao embate com o ceticismo epistemológico de Hume. Desenvolve-se a ideia de que o preço pago por Kant em seu projeto (em algum sentido) anti-humeano, a posição idealista transcendental, apesar de conceitualmente distinta do idealismo de Berkeley e aliás o desenvolvimento consequente de um antirrealismo comum aos dois autores, situa-se, ainda e exatamente por conta desse apego antirrealista, em território inapelavelmente vulnerável à crítica do conhecimento, de onde a presença de um fundamento dogmático implícito nesse ponto da obra de Kant.
