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Desafios da desinstitucionalização em saúde mental no contexto das políticas públicas brasileiras: Uma revisão integrativa

Isabela Sthefanie Espadari, Letícia Ferreira Martins, Luana Ione de Oliveira Ribeiro, Alessandra Ackel Rodrigues

Autor
Isabela Sthefanie Espadari, Letícia Ferreira Martins, Luana Ione de Oliveira Ribeiro, Alessandra Ackel Rodrigues
Revista
Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias
Edição
30 / 1
Ano
2024
DOI
10.34024/prometeica.2024.30.18869
Páginas
342-355
Idioma
pt
2024Isabela Sthefanie Espadari, Letícia Ferreira Martins, Luana Ione de Oliveira Ribeiro, Alessandra Ackel Rodrigues. Desafios da desinstitucionalização em saúde mental no contexto das políticas públicas brasileiras: Uma revisão integrativa. Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias, v. 30, n. 1, p. 342-355, 2024.2

Objetivou-se analisar os desafios da desinstitucionalização em saúde mental no contexto das políticas públicas brasileiras, por meio de uma revisão integrativa da literatura entre 2018 e 2022 nas bases SciELO, BIREME, EBSCO e MEDLINE com os descritores: políticas públicas, saúde mental, desinstitucionalização, CAPS e RAPS. Incluíram-se artigos que abordassem mecanismos de desinstitucionalização propostos na política pública brasileira e excluíram-se estudos de revisão, teses e editoriais. Dos 69 materiais encontrados, 14 foram incluídos após análise dos critérios de inclusão e exclusão. Da análise desses materiais, três categorias temáticas emergiram: percepção dos usuários, práticas profissionais e políticas públicas. Na percepção dos usuários, os estudos revelaram avanços em termos de personalização do espaço do paciente, atendendo a sua necessidade de pertencimento. Já em práticas profissionais, destacaram-se a importância do trabalho interdisciplinar e condutas que ora favorecem a autonomia do paciente, contribuindo para a reinserção social efetiva, ora focam na comodidade para os profissionais e não no desenvolvimento psicossocial dos pacientes. Por fim, em políticas públicas, destacaram-se como mecanismos de desinstitucionalização o Programa de Volta para Casa, os Serviços de Residências Terapêuticas e o Centro de Atenção Psicossocial. Conclui-se que o desafio da desinstitucionalização relaciona-se a fragmentação entre referenciais teóricos e práticas profissionais. Embora as políticas públicas ofereçam subsídios teóricos, sua operacionalização carece da implantação efetiva de serviços e equipamentos substitutivos do hospital. Ainda, a formação profissional exige a reflexão sobre o saber-fazer em saúde mental, de modo que as práticas sejam comprometidas com a reinserção social, processos de protagonismo e emancipação dos usuários.