- Autor
- Frederico Duarte Pires de Sousa
- Revista
- Artefilosofia
- Edição
- 14 / 27
- Ano
- 2019
- Páginas
- 208-230
- Idioma
- pt
Cientes do profundo legado intelectual deixado ao ocidente pela obra cartesiana, procuraremos situar tal legado em relação ao desenvolvimento subsequente do pensamento estético musical, buscando compreender de que maneira a filosofia de René Descartes (1596-1650) se mostrou importante enquanto ferramenta e solo comum para a estética e para a filosofia da música dos séculos XVII e XVIII. Para tal, nosso itinerário levará em consideração diversos aspectos e momentos da filosofia cartesiana. Contudo, tomaremos por objeto principal o retorno à letra do texto do Compendium Musicae (1618), esforçando-nos por desvelar, ainda que modestamente, alguns indícios da dimensão estética presente neste pequeno opúsculo. A premissa da qual partimos, no que concerne ao Compendium, é de que neste momento filosófico de sua obra encontramos um Descartes antes do dualismo, um Descartes preocupado mais com prazeres estéticos do que com os mirabilis scientiae fundamenta.
