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Dizer sem poder dizer: o “paradoxo de Levi” segundo a interpretação de Giorgio Agamben

Felipe Alves da Silva

Autor
Felipe Alves da Silva
Revista
Revista Limiar
Edição
7 / 14
Ano
2020
DOI
10.34024/limiar.2020.v7.11297
Páginas
210-250
Idioma
pt
2020Felipe Alves da Silva. Dizer sem poder dizer: o “paradoxo de Levi” segundo a interpretação de Giorgio Agamben. Revista Limiar, v. 7, n. 14, p. 210-250, 2020.3

A partir de textos de Primo Levi e da argumentação apresentada por Giorgio Agamben de que o testemunho seria um paradoxo, busca-se investigar os limites da linguagem autoral, discutindo a respeito de como se daria o testemunho daqueles que no campo de concentração pereceram, ou melhor, para usar um conceito de Levi, como o não-homem (non-uomini) falaria através do homem. O estudo pretende demonstrar a importância da literatura de testemunho, pois seria por intermédio dela que o sobrevivente exerce o imperativo de narrar sua experiência em nome de outro. Objetiva-se tratar sobre as limitações da linguagem, de modo que auxilie a fundamentar ainda mais a autenticidade dos sobreviventes em poder falar em nome de um não-poder dizer, um falar no lugar do outro.