Do contratualismo ao Feminismo Materialista Francófono: repercussões feministas da teoria do contrato
Natália Vilma Monteiro de Oliveira, Andréa Lima da Silva
- Autor
- Natália Vilma Monteiro de Oliveira, Andréa Lima da Silva
- Revista
- Cadernos de Ética e Filosofia Política
- Edição
- 44 / 1
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.11606/issn.1517-0128.v44i1p25-37
- Páginas
- 25-37
- Idioma
- pt-BR
Thomas Hobbes (1588-1679) e John Locke (1632-1704), juntos de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), compuseram a tríade de autores contratualistas que dominou a filosofia política entre os séculos XVII e XVIII. Ambos os autores apostaram na existência de um contrato social como mediador da criação do Estado e da sociedade civil, o que provocou repercussões na vida social como um todo, em várias áreas do conhecimento, e, também, na teoria feminista. Assim, o presente artigo busca analisar essas referências contratualistas presentes nas obras de Colette Guillaumin e Monique Wittig, feministas materialistas francófonas do século XX, que analisaram os impactos do contrato social na vida das mulheres. Em relação ao escopo teórico-metodológico, partimos do materialismo histórico-dialético e do Feminismo Materialista Francófono (FMF) para contribuir com a tradicional crítica feminista à teoria do contrato, concluindo que as relações supostamente contratuais entre homens e mulheres estão ainda pautadas na natureza.
