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Do corporar da existência ao fazer clínico da fenomenologia-hermenêutica

Rui Gonçalves, Danielle de Fátima da Cunha Cavalcanti de Siqueira Leite, Carmem Lúcia Brito Tavares Barreto

Autor
Rui Gonçalves, Danielle de Fátima da Cunha Cavalcanti de Siqueira Leite, Carmem Lúcia Brito Tavares Barreto
Revista
Revista Ágora Filosófica
Edição
25 / 2
Ano
2025
DOI
10.25247/P1982-999X.2025.v25n2.p98-115
Páginas
98-115
Idioma
pt
2025Rui Gonçalves, Danielle de Fátima da Cunha Cavalcanti de Siqueira Leite, Carmem Lúcia Brito Tavares Barreto. Do corporar da existência ao fazer clínico da fenomenologia-hermenêutica. Revista Ágora Filosófica, v. 25, n. 2, p. 98-115, 2025.3

A reflexão proposta parte de inquietações do saber-fazer psicologia no âmbito da clínica. Tomando como ponto de partida a compreensão da Ação Clínica e as suas ressonâncias no modo do sofrimento contemporâneo, este estudo tem como objetivo de discutir a compreensão de gesto, enquanto corporar da existência, como atitude no fazer clínico de orientação fenomenológica-hermenêutica. A compreensão basilar para este escrito é a noção de Dasein, aqui compreendido enquanto abertura. Assim, o caminho a ser trilhado perpassa pelos indicativos formais heideggerianos presentes em Ser e Tempo (1927) e nos Seminários de Zolikon (1969) em diálogo com o Giorgio Agamben em “Notas sobre o gesto” (2008), Vilém Flusser, no clássico Gestos (2014), alinhado à compreensão de Ação Clínica discutida por Carmem Barreto (2006). À guisa de explicação, a prerrogativa aqui não é fundamentar outros modos de saber-fazer a clínica psicológica, mas (re) pensar o lugar do gesto na perspectiva clínica fenomenológica-hermenêutica.