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DO MITO À RESISTÊNCIA: O ÄTTESTUPA E A CRÍTICA CULTURAL EM NORSEMEN

Déborah Letícia Ferreira de Sousa , Fábio Marques de Souza

Autor
Déborah Letícia Ferreira de Sousa , Fábio Marques de Souza
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
25 / 01
Ano
2025
DOI
10.21680/1984-3879.2025v25n01ID40622
Páginas
FI03
Idioma
pt
2025Déborah Letícia Ferreira de Sousa , Fábio Marques de Souza. DO MITO À RESISTÊNCIA: O ÄTTESTUPA E A CRÍTICA CULTURAL EM NORSEMEN. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 25, n. 01, p. FI03, 2025.2

Este artigo apresenta um recorte analítico da dissertação de mestrado em desenvolvimento, cujo corpus é a série Norsemen. O objetivo é analisar a cena do episódio 1 da primeira temporada, em que se encena o ritual do ättestupa, a fim de compreender como o humor paródico e a carnavalização operam na subversão de discursos normativos relacionados à honra, ao envelhecimento e ao sacrifício coletivo. A metodologia adotada é qualitativa e interpretativista, com base na Análise Dialógica do Discurso (ADD), conforme os pressupostos teóricos de Mikhail Bakhtin e do Círculo que o acompanha. A análise da cena mostra uma tensão entre a voz tradicional que valoriza o sacrifício como honra e vozes dissidentes que recusam essa lógica, ressignificando o mito à luz da resistência individual. Através do riso, da ironia e da quebra de expectativas, a série desconstrói o ättestupa como símbolo de virtude e o reposiciona como alegoria da opressão social e do controle sobre os corpos envelhecidos. Concluímos que Norsemen transforma o trágico em grotesco, abrindo espaço para uma crítica contemporânea à marginalização dos idosos e à lógica utilitarista que associa valor à produtividade. Assim, o humor da série traz à tona uma estratégia discursiva que visa questionar mitos fundadores e propor novas leituras sobre tradição, memória e exclusão.