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Do oriente vem o berro do bode:: a proveniência "bárbara" e o estrangeirismo da mí­stica dionisí­aca

Micael Silva

Autor
Micael Silva
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
14 / 1
Ano
2021
DOI
10.25244/tf.v14i1.2487
Páginas
177-193
Idioma
pt
2021Micael Silva. Do oriente vem o berro do bode:: a proveniência "bárbara" e o estrangeirismo da mí­stica dionisí­aca. Trilhas Filosóficas, v. 14, n. 1, p. 177-193, 2021.3

A mí­stica que envolve o culto a Dioniso influenciou de forma contundente o pensamento ocidental. Muitos filósofos – desde a Antiguidade até a Filosofia Contemporânea – encontraram nas diferentes vertentes do dionisismo elementos para fundamentar sua interpretação da realidade. Dentre os elementos da mí­stica dionisí­aca que mais chamaram a atenção destaca-se o estrangeirismo. Dioniso sempre se manifesta como um forasteiro. Suas dádivas, tais como o vinho, provém de terras distantes, do oriente. A loucura, o excesso, a música extática, a dança frenética e a mântica orgiástica de seus ritos são bárbaros. Trata-se de uma religião originalmente bárbara que para ser amplamente aceita foi necessário se helenizar. Sabendo disso, este trabalho discorrerá a respeito de alguns aspectos da proveniência estrangeira da mí­stica dionisí­aca. Para tal, vamos considerar os argumentos dos filólogos Erwin Rohde e Martin Person Nilsson.