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DO “PURO ROMANCE” À “OBRA SUPINAMENTE FILOSÓFICA”: O PAPEL DE SÍLVIO ROMERO NA VIRADA DO ROMANCE MACHADIANO
José R. Maia Neto
Artigo
Ver fonte original- Autor
- José R. Maia Neto
- Revista
- Revista Dialectus
- Edição
- 33 / 33
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.30611/33n33id94045
- Páginas
- 16-36
- Idioma
- pt
2024José R. Maia Neto. DO “PURO ROMANCE” À “OBRA SUPINAMENTE FILOSÓFICA”: O PAPEL DE SÍLVIO ROMERO NA VIRADA DO ROMANCE MACHADIANO. Revista Dialectus, v. 33, n. 33, p. 16-36, 2024.3
O artigo distingue duas relações diferentes entre filosofia e literatura na obra ficcional de Machado de Assis. Em uma primeira, presente ao longo da maior parte da produção literária de Machado, os personagens e enredos ficcionais exemplificam doutrinas e perspectivas filosóficas. Em uma segunda, característica da produção de Machado nos anos 1880-1891, a filosofia e a ciência passam a ser objeto central dos dois romances que publica neste período e da maioria dos seus contos. O artigo propõe que uma polêmica em parte oculta com Sílvio Romero foi decisiva para que a filosofia se tornasse central e explícita neste período da ficção machadiana, especialmente nas Memórias Póstumas de Brás Cubas.
