- Autor
- Lucas Ribeiro Vollet
- Revista
- Geltung, revista de estudos das origens da filosofia contemporânea
- Edição
- 1 / 2
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.23925/2764-0892.2021.v1.n2.e57747
- Páginas
- e57747
- Idioma
- pt
Este pequeno artigo enfoca o artigo de Kripke sobre a verdade de 1975. É 1. um comentário historiográfico, 2. um argumento sobre as vantagens da teoria e 3. uma interpretação de seu significado filosófico. 1. Kripke apresenta um diagnóstico de paradoxos semânticos baseado em sua similaridade com sentenças não fundamentadas. Com base na lógica dos três valores de Kleene, ele mostra então que é possível encontrar pontos fixos nos quais a afirmação de uma sentença infundada (não paradoxal) pode sustentar uma distância cumulativa com sua anti-extensão. 2. Argumentamos que o artigo de Kripke tem a vantagem de explicar o risco em avaliações de verdade. Ele fornece uma estrutura para resolver problemas de linguagens que têm seu predicado de verdade. Embora compatível com a de Tarski, essa solução pinta com mais fidelidade a representação especulativa e revisionista das atribuições da verdade. Exibe as condições de asserções de risco estáveis (cujo ponto fixo acumula valor semântico em uma única direção) e as distingue das asserções irracionais, que, como dogmas, baseiam seu risco em pontos arbitrários e fornecem uma base instável para asserções de verdade.
