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Dos milagres ou das crenças causais ilegítimas, em David Hume

Rubens Sotero Santos

Autor
Rubens Sotero Santos
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
20 / 2
Ano
2020
DOI
10.31977/grirfi.v20i2.1486
Páginas
99-108
Idioma
pt
2020Rubens Sotero Santos. Dos milagres ou das crenças causais ilegítimas, em David Hume. Griot : Revista de Filosofia, v. 20, n. 2, p. 99-108, 2020.4

Abordaremos aqui as crenças causais em milagres a partir do método experimental usado por Hume a fim de saber se tais crenças podem ser ditas legítimas ou não. Dessa forma, teremos duas possibilidades: ou os critérios usados para julgar crenças causais confirmam a legitimidade de milagres, e então teremos que assumir que tais critérios são demasiados falhos ao dar conta da natureza dos milagres – uma vez que são contrários à experiência. Ou, então, os critérios usados para julgar crenças causais não permitirão conferir um estatuto de legitimidade aos milagres, e assim teremos uma base razoável para julgar crenças causais legítimas. Defenderemos, a partir dos textos de Hume, esta segunda hipótese com o seguinte argumento: uma crença para ser dita legítima tem que ter o estatuto de prova, a crença em milagre jamais poderá ser uma prova, logo, a crença em milagre jamais poderá ser dita legítima.