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É a teoria do sentimentalismo construtivo de Jesse Prinz de fato construtivista?

Lucas Mateus Dalsotto

Autor
Lucas Mateus Dalsotto
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
11 / 1
Ano
2015
DOI
10.31977/grirfi.v11i1.635
Páginas
185-196
Idioma
pt
2015Lucas Mateus Dalsotto. É a teoria do sentimentalismo construtivo de Jesse Prinz de fato construtivista?. Griot : Revista de Filosofia, v. 11, n. 1, p. 185-196, 2015.3

Recentemente, a posição construtivista em metaética tem atraído e inspirado uma série de comentários, tanto daqueles que compartilham de suas principais teses e veem-na com entusiasmo, quanto daqueles que a veem com certo ceticismo. Uma das importantes teorias construtivistas nessa área é a de Jesse Prinz. A hipótese central do autor é de que se a moralidade depende dos sentimentos, então ela é uma construção, e se ela é uma construção, então ela pode variar através do tempo e do espaço. A teoria do sentimentalismo construtivo, assim chamada por Prinz, baseia-se em duas premissas centrais, as quais são uma fundamento para a outra. A primeira ideia é de que os sentimentos são a base para todos os juízos de valor que são formulados e que estes mesmos valores podem ser estudados histórica e antropologicamente de modo a explicar porque alguns deles persistem e porque outros têm desaparecido. A segunda ideia é de que os sentimentos criam a moral, e que os sistemas morais podem ser criados espaço-temporalmente de diferentes maneiras. Assim sendo, o problema de trabalho a ser explorado nesse paper é verificar em que medida a teoria de Prinz está de acordo com as principais teses das demais teorias construtivistas e esse não for o caso, por que ela não o faz.