ECOLOGIA E FILOSOFIA: Crítica ao pensamento de Hans Jonas a partir de Vieira Pinto e Marx
Henrique Segall Nascimento Campos
- Autor
- Henrique Segall Nascimento Campos
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 16 / 32
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2025v16n32p698-713
- Páginas
- 698-713
- Idioma
- pt
Os estudos filosóficos sobre ecologia insistem em indicar a raiz do problema na relação homem e natureza, como relação que se traduziria num domínio do mundo natural a partir da atividade instrumental desenvolvida pelo homem. Entende-se, a partir de Jonas, que a crítica à tecnociência e seu ideal destrutivo devem recuar até a modernidade de Bacon e Descartes e pedir contas. As filosofias que procuraram traçar claramente diferenciação específica e a fronteira entre homens e animais foram, denunciam os verdes mais radicais, as mesmas que instituíram e provocaram um dualismo pernicioso, caro à problemática ecológica atual: uma lei para os homens e outras para o mundo natural. Ao lado disso, para reabilitar a natureza, ecologistas destilariam um ódio ao artifício, como causa do ódio ao humano. No entanto, a proposta de uma ética contra esse ideal moderno pode ser, ao nosso ver, insuficiente para tratar a dimensão auto-produtiva do ser humano. Resta-nos, por outro lado, nos voltarmos a Vieira Pinto e Marx para sugerir uma outra perspectiva sobre o debate filosófico e ecológico atual.
