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EDUCAÇÃO DOMICILIAR COMO PROTECIONISMO RACIAL NOS ESTADOS UNIDOS

Ama Mazama

Autor
Ama Mazama
Revista
Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação (RESAFE)
Edição
31
Ano
2019
DOI
10.26512/resafe.vi31.28255
Páginas
34-52
Idioma
pt
2019Ama Mazama. EDUCAÇÃO DOMICILIAR COMO PROTECIONISMO RACIAL NOS ESTADOS UNIDOS. Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação (RESAFE), n. 31, p. 34-52, 2019.3

Embora a educação domiciliar esteja aumentando consideravelmente na comunidade negra dos Estados Unidos, as pesquisas sobre as motivações dos pais negros que escolhem educar seus filhos em casa são raras. De fato, os pesquisadores parecem supor que o desligamento dos afro-americanos do sistema escolar é ditado por razões similares àquelas citadas pelos brancos. Muitas vezes, os pesquisadores eurocêntricos negam que os africanos sejam capazes de avaliar seus problemas e sejam incapazes de tomar iniciativas para encontrar soluções para eles. É como se tudo que os negros pudessem fazer fosse simplesmente imitar os brancos cuja experiência é considerada universal. No entanto, a experiência e a voz únicas dos afro-americanos devem ser levadas em conta se realmente quisermos entender por que mais e mais negros não mandam seus filhos para a escola. Neste ensaio, eu exploro três das principais razões pelas quais os afro-americanos estão cada vez mais escolhendo educar seus filhos em casa, a saber: o racismo branco e seu impacto devastador sobre as crianças africanas; a insatisfação com a baixa qualidade da educação; e a desintegração dos laços familiares sob o impacto da escolaridade. Este estudo é baseado em entrevistas com 74 famílias negras que educam seus filhos em casa nos Estados Unidos.