- Autor
- Patricio Mena
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 48
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2025.v48.n4.e025107
- Páginas
- e025107
- Idioma
- es
Este artigo desenvolve uma fenomenologia da surpresa, entendida não como um evento episódico, mas como uma manifestação estrutural do excesso do mundo em relação à consciência. Por meio de três fios condutores – a interrupção afetiva, a espera originária e sua intensificação em experiências privilegiadas como a paisagem e a arte –, demonstra como a surpresa fratura a continuidade habitual da experiência, desvelando a inesgotabilidade da aparência e desestabilizando as estruturas antecipatórias do sujeito. Longe de ser uma reação acidental, a surpresa surge aqui como o modo originário pelo qual o real se dá, exigindo do pensamento uma abertura lúcida e paciente à doação imprevisível do real. Submissão: 02/05/2025 – Decisão: 29/05/2025 – Revisão: 30/05/2025 – Publicação: 18/06/2025
