- Autor
- Claudio Marín Medina
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 47 / 1
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2024.v47.n1.e0240076
- Páginas
- e0240076
- Idioma
- es
O problema do determinismo e da liberdade no ser humano sempre foi um debate filosófico frutífero. Nessa discussão, Spinoza é referência nesse sentido, pois, desde a publicação de suas obras, tem gerado polêmica em torno do problema. Este trabalho busca esclarecer o conceito de necessidade que Spinoza utiliza, em sua filosofia, a fim de desvendar o sentido do determinismo que ele constrói a partir dele. Na análise, mostra-se que na filosofia de Spinoza não há uma distinção clara entre necessidade lógica e necessidade metafísica. Além disso, defende-se que os conceitos de contingência e possibilidade são questões de dicto e não de re, na filosofia do autor. Isto é, não são propriedades das coisas em si, mas modos de falar delas. Por fim, conclui-se que a tese de Spinoza sobre o determinismo deve ser entendida principalmente como uma teoria necessitarista, a qual pode ser compatível com um certo sentido de liberdade no ser humano.
