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Elementos dialéticos da Estética Transcendental de Kant e a sua recepção na Ciência da Lógica de Hegel

Diogo Ferrer

Autor
Diogo Ferrer
Revista
Kant e-prints
Edição
20
Ano
2025
DOI
10.20396/kant.v20i00.8682012
Páginas
e025006-e025006
Idioma
pt
2025Diogo Ferrer. Elementos dialéticos da Estética Transcendental de Kant e a sua recepção na Ciência da Lógica de Hegel. Kant e-prints, v. 20, p. e025006-e025006, 2025.3

Este artigo põe em relevo três diferenças essenciais para a interpretação da Crítica da Razão Pura de Kant e a sua recepção por Hegel: as diferenças crítica, transcendental e reflexiva. Como introdução ao tema, argumenta-se que essas diferenças são especialmente importantes para a definição do conteúdo da filosofia crítica e transcendental de Kant, assim como da sua recepção por Hegel. (1) Começa-se por mostrar a importância da diferença crítica — a diferença entre entendimento e sensibilidade — para a compreensão de conteúdos tão importantes da Crítica da Razão Pura quanto os conceitos de síntese e de imaginação. (2) A partir da detecção de uma dialética latente na Estética Transcendental assim como na unidade da razão na Crítica da Razão Pura, mostra-se em seguida que a recepção dessa obra por Hegel compreende uma explicitação dos elementos críticos e dialéticos anteriormente estudados. (3) A segunda diferença, estudada mais brevemente, é a diferença transcendental entre o objeto as condições de possibilidade da sua experiência. Esta diferença — conforme presente principalmente em Kant, mas também em Hegel — abre o acesso a um domínio metodológico e teórico situado que não é nem empírico, nem lógico-formal, mas situado entre os dois. Refere-se por fim, como questão ainda a tratar dentro deste quadro, a diferença reflexiva, que complementa as outras duas e está explícita principalmente na apercepção transcendental de Kant.